E se a pandemia não matar ninguém?
Todo mundo está preocupado pra burro (ou pra porco) com as possíveis conseqüências do alastramento do aH1N1 por nossas vias respiratórias.
Morte, desolação, caos e espirro. Tudo numa grande massaróca de cadáveres espalhados pelos continentes e boiando em rios fétidos. A possibilidade do mundo todo ficar mais parecido com a Índia de uma hora para outra é apavorante. Por mais que a novela Caminho das Índias esteja com uma boa trama e Slumdog Millionaire seja um filme ok, arrisco dizer não estamos prontos.
Assim como não estamos prontos para uma superpopulação. E é esse o problema que teremos que enfrentar se sobrevivermos.
Se um vírus que está no nível 5 dos 6 possíveis da escala Richter das epidemias não matar consideráveis milhões de seres humanos, estaremos condenados ao amontoamento descabido e irreversível nesse pequeno ponto azul do sistema solar.
Viver ficou muito fácil e seguro com a medicina, com os acordos de não proliferação de armas nucleares e com a extinção ou enjaulamento de nossos possíveis predadores. E a vida abundante é a vida pouco valorizada, numa indiferença contagiosa que parece bobagem, mas num planeta que dobra de população a cada 50 anos, é uma verdadeiro risco a nossa existência.
falando em extinção, “pandemia” só me faz pensar em pandas.
Quando eu era criança* sonhava em solucionar os problemas do mundo com esterilização em massa. Parecia, a meu ver, menos cruel do que o sacrifício geral de seres humanos - homens, mulheres, crianças, idosos e até mesmo aquela vizinha gostosa que eu almejava traçar um dia, mesmo que não soubesse que era isso que eu queria.
*quando reli, tava escrito “criação”. perestroika, god damn thee!
Keynes vive!
Nego: tem algo relacionado, já que pandas não reproduzem em cativeiro de forma alguma. Desde já uma boa solução.
JP: sim, justo. Mas só os decentes topariam, então, teríamos idiotas por tudo.
Gustavo: nada de razões específicas para esperar mudanças.
eu acho que se acabar com a humanidade, era destino, nao devemos lutar contra ele.
Recordar é viver: alguém ainda lembra da SARS, a gripe chinesa? Nem eu.