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c’est la crise…

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Christian Lacroix Fall 2009

Alta costura de Christian Lacroix vítima da crise econômica

A Christian Lacroix, uma das mais emblemáticas grifes francesas, vendida em 2005 pelo número um mundial do luxo LVMH para o grupo americano Falic, declarou concordata nesta quinta-feira, em decorrência da crise econômica global.

A casa de alta costura e prêt-à-porter de luxo anunciou “ter apresentado no Tribunal de Comércio de Paris uma declaração de suspensão de pagamentos”.

Segundo um porta-voz da Maison, o tribunal deve se pronunciar “em uma semana” sobre o caso. O estilista Christian Lacroix não foi encontrado nesta quinta-feira para comentar a notícia.

O anúncio representa um novo golpe para a grife, criada em 1987 por Christian Lacroix, hoje com 58 anos, com ajuda do grupo LVMH de Bernard Arnault.

Cada uma das coleções do estilista, conhecido por seu forte temperamento, é muito esperada pelo público, mas os desfiles pomposos e seu estilo barroco, que misturam influências de todos os tempos e todas as geografias, não estão dando mais lucro.

Segundo um crítico da moda que pediu anonimato, “Lacroix foi forçado a se tornar uma marca, quando ele precisava, apenas, continuar sendo um criador”.

De fato, as relações se tornaram tensas entre o grupo LVMH, especialista em marketing internacional e Lacroix, um artista da moda.

Após a compra da Casa pelo grupo familiar americano Falic no início de 2005, a nova sociedade, com 125 empregados, deu início a um “plano ambicioso e de longo prazo de reposicionamento da marca no mercado de prêt-à-porter de luxo, em total adequação com a imagem de suas coleções de alta costura”.

Concretamente, a grife cortou as linhas menos luxuosas e voltou a fabricar acessórios, abrindo lojas próprias nos Estados Unidos ( Nova York e Las Vegas), além das duas de Paris. Mas são apenas quatro butiques, um dado insignificante se comparado às redes de distribuição das grandes marcas de luxo.

A coleção outono-inverno 2009/2010, apresentada em março, registrou queda nas encomendas de 35%, segundo uma fonte próxima ao caso.

Ano passado, a empresa registrou 10 milhões de euros de prejuízo, para um faturamento de 30 milhões.

“Desejamos continuar, mas as dificuldades inerentes à crise no mercado de luxo reduziram consideravelmente nossos rendimentos”, reconheceu o presidente, Nicolas Topiol, citado em um comunicado.
Fonte.

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 Duas palavras: Bad timing.

{ 1 } Comments

  1. Menezes | June 4, 2009 at 6:36 am | Permalink

    saudade do tempo em que crise na moda era um costureiro subindo nas tamancas.

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